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Bagre Jaguar (Liosomadoras oncinus)

O Bagre Onça ou Bagre Jaguar (Liosomadoras oncinus) é um peixe sul americano, descrito por RH Schomburgk que o encontrou no Brasil em 1841, mas que também pode ser encontrado no Peru, no Rio Ucayali. No Brasil, vive no Rio Xeruini e Rio Negro. Seu nome científico – oncinus – é uma referência ao padrão de manchas em sua pele, lembrando uma Onça Pintada. Encontrado na Bacia do Rio Negro. Chega a medir 25cm com expectativa de vida de 8 a 12 anos.

Parâmetros: Temperatura entre 20 e 28°C. pH entre 5,5 a 7,0. Dureza: 1-15DH.

Comportamento: Peixe noturno, tímido e demersal. Peixes demersais são aqueles que, mesmo podendo nadar livremente, vivem em associação com o substrato. Legítimos peixes de fundo. Agressivo com exemplares de sua espécie. Calmo com outras espécies, embora seus passeios noturnos possam resultar em exemplares menores sendo devorados.

Aquário: Um tanque de 300 litros pode comportar cerca de três exemplares, desde que haja esconderijos suficientes para todos. Preferem uma iluminação mais fraca, dessa forma, plantas que suportam essas condições, como Musgo de Java, Cryptocorynes, Microsorum e Anubias são mais indicadas para a montagem.

Companheiros: Outros caracins, cascudos e ciclídeos pacíficos de tamanho semelhante. Lembrando que esse Bagre cresce bastante e, por isso, exemplares menores serão engolidos, especialmente à noite, quando se torna mais ativo.

Alimentação: Irá aceitar praticamente todo o alimento que for oferecido à ele, desde rações para peixes de fundo e alimentos vivos, como vermes-de-sangue, minhocas e tenébrios. Lembre-se de alimentá-lo à noite.

Dimorfismo sexual: A fêmea é menor e tem uma pesada barriga. É possível observar ainda o órgão reprodutor do macho na extremidade anterior de sua nadadeira anal, que é modificada e parece com o gonopódio dos vivíparos.

Reprodução: Ocorre fecundação interna e os ovos são expelidos logo em seguida. No entanto, ainda não há relatos de reprodução em aquário.

Detalhes: Ainda há uma discussão sobre a que família essa espécie pertence. Enquanto alguns reclamam que seja mais apropriado colocá-lo na família Auchenipteridae, outros argumentam que ele faz parte da família Doradidae, por causa de seus espinhos operculares. Há um terceiro grupo que acredita que o gênero Liosomadoras possui muitas espécies intermediárias, com características das duas famílias.

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