Aphyocharax anisitsi (Tetra de Nadadeiras Vermelhas)

Este artigo foi escrito para o site AqOL

O tetra de nadadeiras vermelhas (Aphyocharax anisitsi) foi descrito em 1903 por Eigenmann e Kennedy. É encontrado na América do Sul, especialmente na Argentina, Paraguai e Brasil, no Rio Paraná. É um peixe cardumeiro, nada em grupos. Por isso a importância de possuir pelo menos cinco unidades no aquário. Mede em média 05 cm e tem expectativa de vida variando entre cinco e oito anos. Contudo, alguns podem ultrapassar os dez anos de vida. Sentem-se mais á vontade em aquários bem plantados, mas ofereça uma área livre para a natação.

Foto: Wikipedia

Parâmetros: Indicado para iniciantes porque adapta-se a uma variedade de parâmetros. Aceita um pH variando entre 6,0 e 8,0. Não é demasiado exigente com a temperatura. Ou seja, suporta uma temperatura mais baixa do que os peixes tropicais. Desse modo, pode ser mantido entre 20 e 28°C. No entanto, mantenha a temperatura estável utilizando um aquecedor com termostato. A dureza da Água também pode variar de 3 a 30°DH.

Dieta: Também não são exigentes com relação a alimentação. Aceitam de tudo, desde alimentos vivos a flocos e alimentos congelados. Procure oferecer comida pelo menos duas vezes ao dia. Vermes, pequenos insetos, bloodworms, artêmias são sempre bons complementos.

Comportamento: Muito ativos. São pacíficos com outras espécies e entre si. Podem se beliscar com certa constância, mas é uma atividade normal dentro do grupo. Por esta característica ativa, peixes lentos ou com nadadeiras longas podem acabar sofrendo com seus beliscões. Também apreciam nadar na parte média e superior do aquário. Assim, um tanque com plantas na superfície e que seja tampado evitará com que saltem do aquário.

Dimorfismo sexual: Os machos são mais magros que o exemplar feminino. Outra característica dos machos é que desenvolvem pequenos ganchos em alguns dos seus raios na nadadeira pélvica e anal conforme chegam a maturidade sexual. As fêmeas também não possuem a mesma coloração que os machos, que são mais brilhantes e com as nadadeiras de um vermelho mais acentuado.

Reprodução: Para efetuar a reprodução, dê atenção para a alimentação, com alimentos vivos para os exemplares adultos. Quando as fêmeas estiverem bem gordinhas e os machos exibindo toda sua cor, separe-os e os coloque no tanque de reprodução. O tanque de reprodução não deve ser muito iluminado e com medidas entre 30x20x20.  Este tanque deve possuir também folhas, musgo de Java e plantas de folhas finas, como valisnérias.

Os ovos não são aderentes e alguns acabam boiando, outros flutuando. Retire os adultos quando desovarem, pois irão se alimentar das ovas. Dentro de 24 horas, os ovos eclodem. Tenha preparados infusórios para alimentação nos primeiros dias de vida. Após, podem ser oferecidos microvermes e náuplios de artêmia.

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