Rásbora mosquito (Boraras brigittae)

Esta ficha foi escrita para o site AqOL

Foto: theteh.com

Rásbora Mosquito (Boraras brigittae) foi descrito 1978. Inicialmente, seu nome era Rasbora urophthalma brigittae. Com o tempo foi reconhecido como Boraras brigittae. Dieter Vogt nomeou a espécie brigittae em homenagem á sua esposa, que tinha esse nome. A bibliografia consultada indicou também que seu nome comum – mosquito – não tem a ver com seu tamanho pequeno. Antes, seria uma referência ao local onde foi capturada. É um peixe endêmico de Bornéu. Havia muitos mosquitos no local da coleta que “torturaram” os pesquisadores e lhe renderam o nome popular. Mede cerca de 03cm e pode viver 04 anos. Ocorre em córregos de água negra e lenta e em lagos pantanosos ricos em turfa.

Parâmetros: A temperatura da água deve manter-se entre 23 e 27°C. A faixa de pH indicado é entre 5 e 7. Além disso, preferem uma água mole, com DH menor que 10.

Comportamento: Pacíficos e cardumeiros. Há um macho dominante que mantém a ordem no grupo e se exibe para as fêmeas, além de manter sob seu comando os outros machos do cardume.

Aquário: Tamanho sugerido: 40x25x25. Gostam de aquários bem plantados. Uma iluminação muito forte pode não ser a ideal. Então, plantas que se desenvolvem com uma iluminação mais fraca são boas escolhas. Entre essas, Cryptocorynes, musgos, Anubias e Microsoruns. A montagem de um aquário de água negra, com turfa, galhos e folhas liberando tanino é também interessante. Os taninos liberados na água farão a espécie se sentir na natureza.

Companheiros: É preferível manter o aquário monoespécie, ou seja, apenas para Rásboras Mosquitos. Seu tamanho diminuto o torna alvo de peixes maiores. Bons companheiros seriam Corydoras pygmaeu, Rásboras Espei e Arlequim, e Ember tetra.

Alimentação: Na natureza, alimenta-se de insetos, microcrustáceos e zooplâncton. Aceitam alimentos industrializados normalmente, desde que sejam suficientemente pequenos para caber na boca dos B. Brigittae. Para exibirem toda a sua cor, saúde e ter sucesso na reprodução é importante mesclar a ração industrializada com Artêmia salina, dáfnias e outros tipos de alimento.

Dimorfismo sexual: Os machos são mais finos e coloridos. As fêmeas, maiores e mais roliças.

Reprodução: Quando aclimatados, irão desovar quase diariamente. Não há cuidado parental. Assim, filhotes podem aparecer sem a intervenção do aquarista. Por outro lado, para obter alevinos de forma consciente e com maior sucesso, é necessária uma manutenção mais especializada, com um tanque específico para a reprodução.

O aquário deve ter iluminação fraca, água ácida e mole. Parte do fundo pode ser coberta com uma malha que permite apenas a passagem dos ovos por ela, protegendo-os dos pais. A outra parte deve ter bastante musgo de Java ou alguma planta de folha fina. Um filtro de espuma, movido a compressor, é o suficiente para a filtragem.

Separe dois ou três casais do aquário principal no aquário de reprodução. É provável que no dia seguinte já comecem as desovas. Após cerca de dois dias, os adultos podem ser retirados. Depois da eclosão, os alevinos vão se alimentar do saco vitelino por um ou dois dias. A partir daí, podem ser oferecidos paramécios ou outro alimento microscópico. Sete dias após começarem a nadar livremente, podem ser oferecidos náuplios de artêmia.

Nota: Recomenda-se que não se misture as espécies do gênero Boraras. Elas podem cruzar entre si, prejudicando a continuidade da linhagem.

Fonte:
Aquafish.net
Fishchannel
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s