“O maior rio da península ibérica está a morrer?”

Esse é o título duma matéria no jornal Português Expresso.

“O Tejo sofre de múltiplas pressões humanas ao longo de todo o seu percurso e entra já debilitado na fronteira portuguesa. Nalguns troços, está moribundo por causa de baixos caudais e descargas poluentes. Em 2015, a poluição do principal rio português foi considerada um dos piores factos ambientais do ano pela Quercus. Mas a culpa continua a morrer solteira. No último ano, as autoridades ambientais receberam 38 denúncias por descargas, mas apenas uma fábrica teve atividade suspensa fruto de reiterada prevaricação”

Assim começa a reportagem, no site do jornal. É uma matéria extensa. Convido todos a lerem sobre clicando aqui.

Rio usa peixe barrigudinho no combate aos criadouros do Aedes aegypti

Pequenino e faminto, o peixe Poecilia Reticulada é mais que um peixinho bonito para aquários. Também conhecido como lebiste ou barrigudinho, ele vem sendo usado há três anos pela Secretaria de Saúde do município do Rio de Janeiro na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

De rápida reprodução, os barrigudinhos sobrevivem em locais com pouca oxigenação e se alimentam de matéria orgânica, evitando o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O coordenador de Vigilância Ambiental em Saúde, Marcus Vinícius Ferreira, informou que, juntamente com uma série de ações e a ajuda da população, o peixinho contribuiu para a importante queda do índice de infestação e casos de dengue na capital fluminense.

“Em qualquer epidemia no passado, o Rio de Janeiro contribuía com cerca de 55% dos casos do estado. Atualmente, somente os casos da capital contribuem em cerca de 25%. Proporcionalmente, a participação do Rio é cada vez menor e a população continua crescendo,” afirmou Ferreira.

“O peixinho ajuda na eliminação da proliferação do mosquito. Como ele elimina muitas larvas, acaba com uma geração de mosquitos. O agente tem certeza do controle nos locais onde estão os peixes e podem fazer vistorias com maior qualidade e quantitativo em outros pontos.” Segundo o coordenador, em 2015 foram registrados cerca de 17,7 mil casos de dengue no município. Em 2012 foram 130 mil.

De acordo com Marcus Vinícius, alguns desses peixes têm menos de um centímetro e normalmente são confundidos com larvas. Eles são usados principalmente em depósitos, piscinas abandonadas, fontes, charcos e lagos. As inspeções nesses locais são feitas quinzenalmente. Caso haja necessidade dos peixinhos, a própria população pode procurar a prefeitura.

Ferreira informou que o peixinho não basta no combate à dengue. Acrescentou que a participação da população na eliminação do criadouro é fundamental. “É importante manter a caixa d’água fechada adequadamente, fazer a limpeza do ralo uma vez por semana.”

Segundo ele, o percentual de imóveis pendentes (fechados ou com moradores que não permitem entrada de agentes de saúde) reduziu nos últimos anos graças à conscientização da população.

“O percentual era de cerca de 40% e atualmente está abaixo de 20%.” Pedidos de vistoria ou denúncia de focos do Aedes aegypti podem ser feitos à Central de Atendimento da Prefeitura (1746). A estimativa é que 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas.

Em 2015, foram feitas cerca de 9,6 milhões de visitas de inspeção a imóveis em toda a cidade, eliminando mais de um milhão de depósitos e tratando outros 3,15 milhões. Também no ano passado, foram feitas mais de 1,1 notificações em imóveis fechados, com 87 publicações em Diário Oficial do Município para entrada compulsória.

Fonte: Agência Brasil

Links com dicas sobre como manter bettas

Dia desses conversava com outra blogueira sobre montagem e manutenção de aquário para bettas. por isso resolvi compilar algumas postagens e informações do fórum AqOL.

No artigo escrito por Marne Campos na seção “Saiba Mais sobre a Espécie“, há uma das orientações mais importantes para quem curte esse peixe:

“Colocá-lo num aquário de vidro de maionese, como indicam os lojistas, é um erro, peixe nenhum gosta de viver confinado a dois litros de água, e com certeza num aquário maior, seu peixe ficará bem mais bonito e saudável, a temperatura deve estar próximo aos 26ºC e o pH levemente ácido.”

Tempos atrás, um aquarista surgiu no fórum com problemas relacionados ao betta da filha dele. Ele ia trocar o aquário de menos de dois litros por um de pelo menos nove. Aquário novo sempre gera um monte de dúvidas. Então, vale a pena ler o TÓPICO. É de certa forma uma mini-aula de como começar. Nesse caso em questão, recorto aqui a dica da Xica sobre a água:

“Bettas preferem água calma, com pouca movimentação. Eu tive betta em aquário com um filtro muito além do que era necessário, o que significa que, se deixasse como estava, parecia um liquidificador.”

Definidas data e programação do EBA 2015

Foi divulgada a data do EBA – Encontro Brasileiro de Aquarismo 2015. Na ocasião, vão ser apresentados os campeões do CBAP – Campeonato Brasileiro de Aquapaisagismo. O evento contará com palesta de Luca Galarraga com o tema “Entenda o Aquário Plantado”. Os amantes do aquarismo marinho também usufruirão duma palestra especial, a ser ministrada por Renato Vidal e Cássio Ramos. Eles explicarão “As bases do Aquarismo Marinho”. 

Os convites são vendidos nas lojas Aquasn  e Pró-Aquarista.

CRONOGRAMA

  • 13:00h – Luca Galarraga (Entenda o Aquário Plantado)
  • 14:45h – Marne Campos (Resultados CBAP 2015)
  • 15:30h – Coffee-Break
  • 16:15h – Renato Vidal e Cassio Ramos (As Bases do Aquarismo Marinho)
  • 18:00h – Sorteio de brindes!

Abaixo, um resumo do que foi o evento de 2014.

Bagre Jaguar (Liosomadoras oncinus)

O Bagre Onça ou Bagre Jaguar (Liosomadoras oncinus) é um peixe sul americano, descrito por RH Schomburgk que o encontrou no Brasil em 1841, mas que também pode ser encontrado no Peru, no Rio Ucayali. No Brasil, vive no Rio Xeruini e Rio Negro. Seu nome científico – oncinus – é uma referência ao padrão de manchas em sua pele, lembrando uma Onça Pintada. Encontrado na Bacia do Rio Negro. Chega a medir 25cm com expectativa de vida de 8 a 12 anos.

Parâmetros: Temperatura entre 20 e 28°C. pH entre 5,5 a 7,0. Dureza: 1-15DH.

Comportamento: Peixe noturno, tímido e demersal. Peixes demersais são aqueles que, mesmo podendo nadar livremente, vivem em associação com o substrato. Legítimos peixes de fundo. Agressivo com exemplares de sua espécie. Calmo com outras espécies, embora seus passeios noturnos possam resultar em exemplares menores sendo devorados.

Aquário: Um tanque de 300 litros pode comportar cerca de três exemplares, desde que haja esconderijos suficientes para todos. Preferem uma iluminação mais fraca, dessa forma, plantas que suportam essas condições, como Musgo de Java, Cryptocorynes, Microsorum e Anubias são mais indicadas para a montagem.

Companheiros: Outros caracins, cascudos e ciclídeos pacíficos de tamanho semelhante. Lembrando que esse Bagre cresce bastante e, por isso, exemplares menores serão engolidos, especialmente à noite, quando se torna mais ativo.

Alimentação: Irá aceitar praticamente todo o alimento que for oferecido à ele, desde rações para peixes de fundo e alimentos vivos, como vermes-de-sangue, minhocas e tenébrios. Lembre-se de alimentá-lo à noite.

Dimorfismo sexual: A fêmea é menor e tem uma pesada barriga. É possível observar ainda o órgão reprodutor do macho na extremidade anterior de sua nadadeira anal, que é modificada e parece com o gonopódio dos vivíparos.

Reprodução: Ocorre fecundação interna e os ovos são expelidos logo em seguida. No entanto, ainda não há relatos de reprodução em aquário.

Detalhes: Ainda há uma discussão sobre a que família essa espécie pertence. Enquanto alguns reclamam que seja mais apropriado colocá-lo na família Auchenipteridae, outros argumentam que ele faz parte da família Doradidae, por causa de seus espinhos operculares. Há um terceiro grupo que acredita que o gênero Liosomadoras possui muitas espécies intermediárias, com características das duas famílias.

Hyphessobrycon amandae (Foguinho)

Popularmente conhecido por Foguinho, o Hyphessobrycon amandae foi descoberto em 1986 por Heiko Bleher. Seu nome científico é uma homenagem à mãe de Heiko, Amanda Bleher. Este peixe é encontrado no Brasil, na Bacia do Araguaia. Tem o corpo translúcido e uma expectativa média de vida de cinco anos. Pequenos, medem até 2cm. Dessa maneira, são bons peixes para nano aquários.

Parâmetros: Um peixe que se adapta a uma boa faixa de pH e de dureza. Preferem águas ácidas e moles, mas vivem bem num pH compreendido entre 6,5 a 7.3 e uma dureza de 01 a 17DGH

Dieta: Não há problemas com isso, sendo vorazes. Comem de tudo. Porém, atente para que as rações sejam pequenas o suficiente para que caibam na boca dos tetras. Variar a alimentação é importante para manter as cores vivas desta espécie.

Comportamento: Muito pacíficos e cardumeiros. Devem ser mantidos em grupos de pelo menos cinco indivíduos para nadarem em grupo, o chamado “School”, assim como fazem os neons. Até mesmo suas cores são ressaltadas quando em grandes grupos, visto se sentirem mais seguros.

Aquário: No mínimo, 20 litros. Se for recriar um biótopo, abuse de galhos e folhas. Plantas flutuantes e iluminação fraca também vão muito bem, além de um substrato de areia. No entanto, também são boas escolhas para aquários plantados, onde suas cores formam um belo contraste com as plantas.

Companheiros: Seu tamanho pequeno os torna impróprios para companhia de peixes maiores. Mantê-los com Bandeiras e Discos, por exemplo, é uma temeridade, visto que podem se tornar presas desses. Rásboras, Peixes Lápis, pequenas Coridoras e outros peixes com a boca pequena são companhias adequadas.

Dimorfismo sexual: As fêmeas são mais roliças que os machos na região do ventre. As cores dos machos também tendem a ser um pouco mais fortes.

Reprodução: Visto que os pais comem os ovos após a desova, é importante ter um tanque apenas para a reprodução. Escolhe-se do tanque principal os machos mais coloridos e as fêmeas mais gordas e ovadas para serem alocados no aquário de reprodução. Até o dia seguinte eles devem ter colocado os ovos.

Um tanque com 40x25x25 cm é suficiente. A água pode ser acidificada com o uso de turfa e o pH deve ser mantido em torno de 6,4. Temperatura em torno de 26°C. O tanque deve ter uma fraca iluminação e plantas como Musgos e outras espécies de folhas finas, onde eles depositam os ovos. Os alevinos nascem após 24 a 36 horas e começam a nadar livremente em três dias. A alimentação inicial deve ser feita com infusórios. Quando forem grandes o suficiente para comerem náuplios de artêmia, este alimento deve ser oferecido.

Sawbwa resplendens (Rásbora Sawbwa)

Endêmico do lago Inle, em Mianmar (Birmânia), chega a cerca de 3cm e vive de 03 a 05 anos. Outro excelente peixe para aquários menores, além de ser cardumeiro. Sensíveis a tratamentos com medicamentos, especialmente aqueles que contem cobre. Não indicados para iniciantes.

Parâmetros. De água preferencialmente alcalina, entre 7,0 e 8,0. Temperatura entre 22 e 27°C. Dureza (GH) entre 12 e 20DH. Sensíveis a variações de temperatura.

Dieta. Onívoro. Muitos dos exemplares vendidos ainda são coletados e talvez demorem a se adaptar aos alimentos industrializados. Então, é bom ter alimentos vivos para oferecer. Mas comem de tudo, larvas, insetos, microcrustáceos etc.

Comportamento. Pacíficos com outras espécies. Não correm atrás dos demais nem demonstram agressividade com outras espécies. Contudo, há brigas para estipular a hierarquia no grupo entre os machos, mas nada de mais sério acontece. Para evitar muitos embates, tenha mais fêmeas do que machos. São bons saltadores. Por isso, tampe o tanque.

Aquário. Visto que há disputa por hierarquia, deve ter boa área para natação. Prefira um display comprido, como exemplo: 60x30x30. Em seu habitat natural há muitas plantas, já que o lago Inle possui um solo fértil. Assim, um tanque com muitas plantas fará bem para a espécie. Não gosta de águas rápidas. Cuide para que o filtro não deixe a água turbulenta.

Companheiros. Outros pequenos, devido ao seu tamanho diminuto. No Lago Inle existem espécies como Microrasbora erythromicron e o Inlecypris auropurpurea que podem ser utilizados na mesma montagem. Lembre que são sensíveis com parâmetros diferentes do seu. Então, a escolha deve ser feita em função dele. Os outros peixes devem apreciar os parâmetros exigidos pelo Sawbwa resplendens.

Dimorfismo sexual. Os machos são um pouco maiores que as fêmeas e possuem a cabeça e a ponta das nadadeiras vermelhas. O exemplar masculino possui a cor do corpo de um branco leitoso com tons azulados. A fêmea não é colorida.

Reprodução. Não é comum em aquários e os pais não cuidam das crias. Parece ser estimulada em períodos de temperatura mais baixa. A fêmea dispersa os ovos entre plantas e o macho passa pelo local fertilizando.

Pode-se usar um tanque de reprodução devidamente maturado, com os parâmetros controlados e um pequeno grupo de peixes. Apesar de não ser necessária, pode-se utilizar um filtro de espuma. Plantas como Anubias podem ser utilizadas em grupos para fornecer um local de desova, que acontece quase diariamente.

Após três dias, os alevinos nascem e se alimentam do saco vitelino por mais cinco dias. Pode-se alimentá-los com paramécios, rotíferos e rações específicas para alevinos até que fiquem grandes o suficiente para comerem alimentos maiores. Espere cerca de duas semanas para realizar a primeira pequena troca de água. Isso evita alterar os parâmetros da água do aquário e conseqüente óbito dos filhotes.